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'Uma Festa, Muitas Festas!'

João António Pinheiro Teixeira . Padre . Reitor do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

1. Os finais de Agosto e os começos de Setembro são um tempo especial.
Gente de toda a terra vem à procura da nossa terra. E aqui procuram aconchego, junto à Senhora de Lamego.

2. Sem nada dizer, muito por nós Ela consegue fazer.
Com o Seu silêncio, Nossa Senhora dos Remédios leva o nome de Lamego a todo o mundo e traz gente de todo o mundo até Lamego.

3. Não é Lamego que faz publicidade a Nossa Senhora dos Remédios; é Nossa Senhora dos Remédios que faz publicidade a Lamego.
Ela é, sem dúvida, o «Rosto de Lamego», a «primeira Dama» de Lamego. É Ela que lhe dá fama. É Ela que mais gente para aqui chama.

4. Em muitos dias, esta cidade parece um mar: não um mar de água, mas um mar de gente, um mar de luz, um mar de Mãe.
Como bem notou Júlio Gil, entre a cidade e a Senhora «existe um namoro antigo que não conhecerá fim».

5. Nas suas diversas expressões, a Festa é um mosaico de vivências que estão alojadas nos nossos corações.
São muitas as festas dentro da Festa. Na sua pluralidade vivencial, todas elas pretendem concorrer para «honrar Nossa Senhora dos Remédios».

6. Há três datas fundamentais para perceber a identidade — e a estrutura — da Festa: 1711, 1778 e 1894.
É de 1711, via Frei Agostinho de Santa Maria, que temos a informação mais antiga acerca da Festa. Isto significa que, antes de haver Santuário (inaugurado em 1761), já havia Festa de Nossa Senhora dos Remédios.

7. Em 1778, o dia principal da Festa passou a ser 8 de Setembro. Até então, havia duas festas anuais: uma na segunda-feira após o II Domingo da Páscoa (em que se comemorava Nossa Senhora dos Prazeres) e outra a 5 de Agosto (em que se evocava Santa Maria Maior ou Nossa Senhora das Neves).

Em 1894, foi introduzida a Procissão de Triunfo. E já nesse ano o cortejo saiu da Igreja das Chagas, sendo os andores transportados sempre por juntas de bois.

8. Tudo começou, porém, com a Novena, que terminava com a Missa do dia principal da Festa.
Até 1777, a Novena iniciava-se a 28 de Julho e era concluída a 5 de Agosto. A partir de 1778, a Novena vai de 30 de Agosto a 7 de Setembro.

9. Em 1814, foi introduzida uma componente recreativa na Festa. Foi nesse ano que começou o Arraial na noite de 7 para 8 de Setembro. E data igualmente desse ano o início da Feira Franca de 7, 8 e 9 de Setembro.
Pretendia-se, com estes eventos, aumentar o número de peregrinos e o volume das receitas. Haja em vista que, nessa altura, estava em construção o Escadório. E, naqueles anos, era necessário custear as esculturas das figuras que ornamentam o famoso Pátio dos Reis.

10. Verificamos, assim, que a Festa foi-se estendendo pelo tempo e alargando pelo espaço.
Tendo começado de manhã (com a Novena e a Missa), ela passou a ocupar também a noite (com o Arraial) e a tarde (com a Procissão). Paulatinamente, não foi só a cidade que subiu à Festa; a Festa passou também a descer à cidade: com a passagem da Procissão e com a promoção de um vasto programa de animação: Batalha de Flores, Marcha Luminosa, etc.

11. Que estes dias de Romaria despertem em todos sentimentos de alegria.
E mesmo quando a Festa terminar, a nossa Mãe connosco vai estar. No Santuário, na Sacristia, por todos nós Ela espera. Em cada dia!

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